Protocolo ECOS
Manual operacional da tomografia computadorizada da ECOS, desenvolvido para consulta rápida, padronização técnica e suporte à segurança do paciente na rotina assistencial. Baseado na literatura atual ESUR e ACR.
Finalidade
Este site reúne protocolos institucionais de tomografia computadorizada, uso de contraste iodado, condutas em intercorrências, calculadoras e critérios objetivos para acionar o radiologista.
A proposta é servir como manual técnico-operacional, com linguagem direta e aplicável à rotina de técnicos, biomédicas e equipe de apoio.
Diretriz de utilização
As informações aqui são guias rápidos para padronizar condutas. Em situações de instabilidade clínica, priorizar suporte imediato, segurança do paciente e acionamento médico.
Identifique o cenário
Exame, contraste, intercorrência ou necessidade de contato médico.
Abra o protocolo correspondente
Use a sidebar para acessar diretamente o módulo adequado.
Siga a conduta objetiva
Priorize segurança do paciente, comunicação clara e registro adequado.
Em situação grave, não procurar conteúdo: acionar ajuda imediatamente e iniciar suporte conforme protocolo.
Direcionamento operacional
Antes do exame
Confirmar protocolo, indicação clínica, uso de contraste e necessidade de preparo específico.
Durante intercorrências
Interromper o procedimento quando indicado, priorizar segurança do paciente e seguir o protocolo correspondente.
Acionamento médico
Em instabilidade clínica, dúvida operacional relevante ou piora evolutiva, acionar médico/radiologista imediatamente.
Reação grave / anafilaxia
Protocolo de resposta imediata para reação sistêmica grave associada ao uso de meio de contraste iodado. A prioridade é interromper o contraste, acionar ajuda, avaliar ABC e administrar adrenalina intramuscular sem atraso.
Em caso de inconsciência ou parada cardiorrespiratória: acionar SAMU 192 e iniciar RCP imediatamente.
Sequência de medidas
seguir em ordemInterromper o contraste
Suspender imediatamente a injeção do meio de contraste.
Acionar ajuda
Acionar médico e equipe de emergência sem aguardar evolução espontânea do quadro.
Avaliar ABC
Avaliar via aérea, respiração e circulação, com atenção a dispneia, estridor, hipotensão, alteração do nível de consciência e sinais de choque.
Posicionar conforme o quadro
Na hipotensão, colocar em decúbito dorsal e elevar membros inferiores. Na dispneia ou estridor, manter cabeceira elevada.
Administrar oxigênio
Ofertar oxigênio 10–15 L/min com máscara não reinalante.
Administrar adrenalina IM
Adrenalina 1 mg/mL: administrar 0,5 mg IM, correspondente a 0,5 mL, na face anterolateral da coxa. Repetir a cada 5 minutos, se necessário.
Garantir acesso venoso e volume
Infundir soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato, 500–2000 mL rapidamente, conforme quadro clínico.
Usar Anti-H1 como adjuvante
Dexclorfeniramina, Polaramine®, 5–10 mg IV lento. Usar somente após adrenalina.
Considerar corticoide
Metilprednisolona, Solu-Medrol®, 125–250 mg IV.
Monitorizar
Monitorar pressão arterial, frequência cardíaca, SpO₂ e nível de consciência.
Registrar o evento
Registrar horário da reação, tipo de contraste, lote, volume administrado, medicações, doses e evolução clínica.
Adrenalina — droga principal
não atrasarA adrenalina é a medicação prioritária na anafilaxia
Anti-H1 e corticoide são adjuvantes. Não devem atrasar nem substituir a adrenalina intramuscular quando houver reação grave ou suspeita de anafilaxia.
Posicionamento
- Hipotensão: decúbito dorsal e elevação dos membros inferiores.
- Dispneia ou estridor: cabeceira elevada.
Oxigênio
- Oxigênio 10–15 L/min com máscara não reinalante.
Acesso venoso e volume
- Soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato.
- 500–2000 mL rápido, conforme quadro clínico.
Adjuvantes
- Dexclorfeniramina, Polaramine®, 5–10 mg IV lento, somente após adrenalina.
- Metilprednisolona, Solu-Medrol®, 125–250 mg IV.
Registro obrigatório
Registrar informações essenciais
Horário da reação, tipo de contraste, lote, volume administrado, medicações e doses utilizadas, além da evolução clínica do paciente.
Resumo prático
Interromper contraste, acionar ajuda, avaliar ABC, posicionar o paciente, administrar oxigênio e priorizar adrenalina IM. Anti-H1 e corticoide são adjuvantes e devem ser usados somente após a conduta inicial prioritária.
Broncoespasmo grave
Dispneia progressiva, hipóxia, sibilância intensa ou estridor após uso de meio de contraste. A prioridade é interromper o contraste, acionar ajuda, posicionar o paciente, ofertar oxigênio e iniciar broncodilatador sem atraso.
Se houver rebaixamento de consciência ou parada respiratória: acionar SAMU 192 e iniciar suporte imediato.
Sequência de medidas
seguir em ordemInterromper o contraste e acionar ajuda
Suspender imediatamente a injeção do meio de contraste e acionar médico/radiologista imediatamente.
Posicionar o paciente
Manter paciente sentado ou semi-sentado para melhorar a ventilação.
Administrar oxigênio
Ofertar oxigênio 10–15 L/min com máscara não reinalante.
Iniciar broncodilatador
Salbutamol spray, Aerolin®: 2 jatos de 100 mcg cada, total de 200 mcg. Repetir a cada 5 minutos até melhora, por até 3 vezes. Manter o paciente sentado.
Administrar adrenalina se grave ou sem resposta
Adrenalina 1 mg/mL: administrar 0,3–0,5 mg IM na face anterolateral da coxa. Repetir a cada 5 minutos, se necessário.
Garantir acesso venoso e volume se houver instabilidade
Usar soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato. Infundir 500–1000 mL rapidamente, conforme quadro clínico.
Considerar corticoide como adjuvante
Metilprednisolona, Solu-Medrol®, 125–250 mg IV.
Monitorizar
Monitorar SpO₂ contínuo, frequência respiratória e estado clínico.
Broncodilatador — primeira linha
manter sentadoSalbutamol spray, Aerolin®
Administrar 2 jatos de 100 mcg cada, total de 200 mcg. Repetir a cada 5 minutos até melhora, por até 3 vezes. Manter o paciente sentado durante a administração.
Adrenalina — se grave ou sem resposta
não atrasar se instávelUsar em broncoespasmo grave ou refratário
Adrenalina 1 mg/mL: administrar 0,3–0,5 mg IM na coxa. Repetir a cada 5 minutos, se necessário, especialmente se houver gravidade clínica ou ausência de resposta inicial.
Posicionamento e oxigênio
- Manter paciente sentado ou semi-sentado.
- Oxigênio 10–15 L/min com máscara não reinalante.
Adjuvantes e volume
- SF 0,9% ou Ringer lactato: 500–1000 mL rápido se associado a instabilidade.
- Metilprednisolona, Solu-Medrol®, 125–250 mg IV.
Monitorização
Acompanhar resposta clínica
Monitorar SpO₂ contínuo, frequência respiratória e estado clínico, com atenção à piora da dispneia, rebaixamento de consciência ou sinais de fadiga respiratória.
Resumo prático
Interromper contraste, acionar médico/radiologista, manter paciente sentado ou semi-sentado, administrar oxigênio 10–15 L/min e iniciar salbutamol spray. Se quadro grave ou sem resposta, administrar adrenalina IM e manter monitorização contínua.
Reação vagal (vasovagal)
Bradicardia, hipotensão, palidez e sudorese durante ou após o procedimento. O quadro costuma melhorar com posicionamento, oxigênio, volume e, quando necessário, atropina em caso de bradicardia sintomática.
Reação vagal NÃO é anafilaxia. Presença de bradicardia, palidez e sudorese, sem urticária ou broncoespasmo.
Sequência de medidas
seguir em ordemInterromper procedimento / contraste
Suspender o procedimento ou a administração do contraste. Acionar médico se necessário, conforme a intensidade do quadro e a resposta inicial.
Posicionar o paciente
Colocar em decúbito dorsal e elevar os membros inferiores, em Trendelenburg. Muitas vezes essa é a principal medida e pode resolver o quadro isoladamente.
Administrar oxigênio
Ofertar oxigênio 6–10 L/min por máscara.
Garantir acesso venoso e volume
Infundir soro fisiológico 0,9%, 500–1000 mL rapidamente, conforme resposta clínica.
Administrar atropina se houver bradicardia sintomática
Atropina IV: 0,5–1,0 mg IV lento. Repetir a cada 3–5 minutos, se necessário. Dose máxima total: 3 mg.
Monitorizar
Monitorar frequência cardíaca, pressão arterial e nível de consciência.
Escalonar se não houver resposta
Se não houver resposta após 1–2 doses de atropina, acionar suporte avançado / equipe médica.
Posicionamento — principal medida
frequentemente resolveDecúbito dorsal com elevação dos membros inferiores
O posicionamento correto é a medida mais importante na reação vagal e, em muitos casos, é suficiente para reversão do quadro.
Atropina — quando usar
bradicardia sintomáticaUsar apenas se houver bradicardia sintomática
Atropina IV: 0,5–1,0 mg IV lento, podendo repetir a cada 3–5 minutos se necessário, até dose máxima de 3 mg.
Oxigênio e volume
- Oxigênio 6–10 L/min por máscara.
- Soro fisiológico 0,9%: 500–1000 mL rápido.
Escalonamento
- Se não houver resposta após 1–2 doses de atropina, acionar suporte avançado / equipe médica.
Pontos críticos
Bradicardia é o principal sinal
Esse é o achado que mais ajuda a diferenciar reação vagal de anafilaxia.
Não usar adrenalina de rotina
Adrenalina não faz parte da conduta habitual da reação vagal.
Não usar anti-histamínico
Anti-histamínico não está indicado neste cenário.
Não é reação alérgica
Reação vagal não corresponde a reação alérgica ao contraste.
Resumo prático
Interromper procedimento, posicionar em decúbito dorsal com elevação dos membros inferiores, ofertar oxigênio, infundir soro fisiológico e usar atropina apenas se houver bradicardia sintomática. Bradicardia, palidez e sudorese, sem urticária ou broncoespasmo, favorecem reação vagal e não anafilaxia.
Reação moderada ao contraste
Urticária difusa, angioedema ou broncoespasmo leve após uso de meio de contraste. O quadro exige interrupção do contraste, comunicação médica, tratamento sintomático e monitorização contínua por risco de progressão.
Pode evoluir rapidamente para reação grave. Monitorar continuamente.
Sequência de medidas
seguir em ordemInterromper o contraste e comunicar médico/radiologista
Suspender imediatamente a injeção do meio de contraste e comunicar médico/radiologista.
Monitorizar continuamente
Observar evolução clínica contínua e avaliar sinais de gravidade, incluindo hipotensão, dispneia e rebaixamento de consciência.
Administrar oxigênio se houver sintomas respiratórios
Ofertar oxigênio 6–10 L/min por máscara se houver sintomas respiratórios.
Administrar Anti-H1
Dexclorfeniramina, Polaramine®, 5–10 mg IV lento.
Administrar corticoide
Metilprednisolona, Solu-Medrol®, 125–250 mg IV.
Oferecer suporte se necessário
Garantir acesso venoso e utilizar soro fisiológico 0,9% se houver sinais de instabilidade.
Se houver progressão, tratar como anafilaxia
Se houver hipotensão, broncoespasmo importante ou rebaixamento de consciência, administrar adrenalina IM 0,3–0,5 mg imediatamente e migrar para protocolo de reação grave.
Manter observação
Manter observação por pelo menos 30 minutos. Não liberar o paciente imediatamente.
Anti-H1 — droga padrão
Polaramine®Dexclorfeniramina
Dexclorfeniramina, Polaramine®, 5–10 mg IV lento.
Oxigênio e suporte
- Oxigênio 6–10 L/min por máscara se houver sintomas respiratórios.
- Acesso venoso se necessário.
- Soro fisiológico 0,9% se houver sinais de instabilidade.
Corticoide
- Metilprednisolona, Solu-Medrol®, 125–250 mg IV.
Progressão para reação grave
migrar protocoloTratar como anafilaxia se houver sinais de gravidade
Se houver hipotensão, broncoespasmo importante ou rebaixamento de consciência, administrar adrenalina IM 0,3–0,5 mg imediatamente e migrar para protocolo de reação grave.
Observação
Não liberar imediatamente
Manter observação por pelo menos 30 minutos, com reavaliação clínica antes da liberação.
Ponto prático importante
Angioedema
Angioedema corresponde a inchaço de face, lábios ou língua. Se atingir garganta ou causar dificuldade para respirar, tratar como reação grave.
Resumo prático
Interromper contraste, comunicar médico/radiologista, monitorar continuamente, tratar sintomas com Anti-H1 e corticoide, oferecer oxigênio se houver sintomas respiratórios e manter observação. Se houver hipotensão, broncoespasmo importante ou rebaixamento de consciência, administrar adrenalina IM e migrar para protocolo de reação grave.
Broncoespasmo leve
Sibilância leve, tosse e saturação preservada após uso de meio de contraste. O quadro exige interrupção do contraste, paciente sentado, broncodilatador e observação contínua.
Pode evoluir. Monitorar continuamente.
Sequência de medidas
seguir em ordemInterromper o contraste
Suspender a injeção do meio de contraste e manter o paciente calmo.
Posicionar o paciente
Manter paciente sentado ou semi-sentado para facilitar a ventilação.
Administrar oxigênio
Ofertar oxigênio 6–10 L/min por máscara.
Iniciar broncodilatador
Salbutamol spray, Aerolin®: 2 jatos de 100 mcg cada, total de 200 mcg. Repetir a cada 5 minutos, por até 3 vezes. Orientar inspiração profunda após cada jato.
Monitorizar
Monitorar SpO₂ contínuo e manter saturação ≥ 92%.
Escalar se não houver melhora ou se houver piora
Se após 2–3 doses de salbutamol houver persistência dos sintomas ou piora clínica, tratar como broncoespasmo grave / anafilaxia e considerar adrenalina IM 0,3–0,5 mg.
Manter observação
Manter observação por pelo menos 30 minutos após resolução.
Broncodilatador — primeira linha
Aerolin®Salbutamol spray
Administrar 2 jatos de 100 mcg cada, total de 200 mcg. Repetir a cada 5 minutos, até 3 vezes. Orientar inspiração profunda após cada jato.
Monitorização
- SpO₂ contínuo.
- Manter saturação ≥ 92%.
- Saturação normal não exclui evolução.
Pontos críticos
- Salbutamol resolve a maioria dos casos.
- Não subestimar piora rápida.
- Se piorar, escalar imediatamente.
Escalonamento
se piora clínicaPersistência dos sintomas ou piora após salbutamol
Após 2–3 doses, se houver persistência dos sintomas ou piora clínica, tratar como broncoespasmo grave / anafilaxia e considerar adrenalina IM 0,3–0,5 mg.
Resumo prático
Chiado leve com paciente estável: interromper contraste, manter sentado, administrar salbutamol e observar. Se houver piora ou ausência de resposta, escalar imediatamente.
Hipotensão isolada
Queda de pressão sem urticária e sem broncoespasmo. A prioridade é interromper o contraste, posicionar o paciente, diferenciar reação vagal e realizar reposição volêmica.
Sempre diferenciar de reação vagal, quando houver bradicardia, e de anafilaxia.
Sequência de medidas
seguir em ordemInterromper o contraste e acionar médico/radiologista
Suspender a injeção do meio de contraste e acionar médico/radiologista.
Posicionar imediatamente
Colocar em decúbito dorsal e elevar membros inferiores, em Trendelenburg.
Diferenciar reação vagal
Verificar pulso. Se houver bradicardia, seguir protocolo de reação vagal com atropina. Se não houver bradicardia, manter o fluxo abaixo.
Administrar oxigênio
Ofertar oxigênio 6–10 L/min por máscara.
Garantir acesso venoso e volume
Soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato: 500–1000 mL rápido. Repetir conforme resposta, até aproximadamente 2000 mL.
Monitorizar
Verificar pressão arterial a cada 2–3 minutos, frequência cardíaca e estado clínico.
Administrar adrenalina se não houver resposta
Se a pressão sistólica permanecer < 90 mmHg, administrar adrenalina IM 0,3–0,5 mg.
Escalonar
Acionar suporte avançado / emergência. Se surgirem urticária ou broncoespasmo, tratar como anafilaxia.
Volume — principal medida inicial
reposição rápidaReposição volêmica
Soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato: 500–1000 mL rapidamente. Repetir conforme resposta clínica, até aproximadamente 2000 mL.
Diferenciação inicial
- Bradicardia: pensar primeiro em reação vagal.
- Urticária ou broncoespasmo: tratar como anafilaxia.
- Hipotensão isolada não é, por si só, anafilaxia.
Monitorização
- Pressão arterial a cada 2–3 minutos.
- Frequência cardíaca.
- Estado clínico.
Escalonamento
se refratáriaPressão sistólica persistentemente < 90 mmHg
Se não houver resposta à reposição volêmica e a pressão sistólica permanecer < 90 mmHg, administrar adrenalina IM 0,3–0,5 mg e acionar suporte avançado / emergência.
Pontos críticos
Hipotensão isolada ≠ anafilaxia
Avaliar sinais associados antes de classificar como reação grave.
Volume é a principal medida inicial
Reposição volêmica rápida deve ser priorizada na hipotensão isolada.
Bradicardia sugere reação vagal
Se houver bradicardia, seguir fluxo de reação vagal.
Pode evoluir
Monitorar sempre e reavaliar continuamente sinais de gravidade.
Resumo prático
Pressão caiu: deitar, elevar pernas e fazer volume. Verificar pulso: se houver bradicardia, seguir protocolo de reação vagal. Se não houver resposta ou surgirem sinais associados, escalar e considerar adrenalina.
Reação leve ao contraste
Urticária localizada, prurido ou eritema leve após uso de meio de contraste. Geralmente é autolimitada, mas deve ser observada por risco de progressão.
Geralmente autolimitada, mas pode evoluir. Observar sempre.
Sequência de medidas
seguir em ordemInterromper o contraste e comunicar médico/radiologista
Suspender a injeção do meio de contraste e comunicar médico/radiologista.
Observar evolução clínica
Monitorar progressão dos sintomas e avaliar surgimento de novos sinais.
Administrar Anti-H1 se sintomático
Dexclorfeniramina, Polaramine®: 5 mg VO se reação leve e paciente estável, ou 5–10 mg IV lento se houver maior desconforto ou necessidade de resposta mais rápida.
Monitorizar lesões cutâneas
Reavaliar clinicamente e observar extensão das lesões cutâneas.
Orientar após medicação
Após anti-histamínico endovenoso, orientar que o paciente não deve dirigir. Manter sob observação.
Manter observação mínima
Observar por pelo menos 30 minutos. Liberar apenas após resolução completa.
Escalar se houver progressão
Se houver urticária difusa, angioedema, sintomas respiratórios ou hipotensão, migrar para protocolo de reação moderada ou grave.
Anti-H1 — se sintomático
Polaramine®Paciente estável e sintomas leves
Dexclorfeniramina, Polaramine®, 5 mg VO.
Maior desconforto ou necessidade de resposta rápida
Dexclorfeniramina, Polaramine®, 5–10 mg IV lento.
Observação
- Monitorar progressão dos sintomas.
- Avaliar surgimento de novos sinais.
- Observar por pelo menos 30 minutos.
- Liberar apenas após resolução completa.
Orientação
- Após anti-histamínico endovenoso, orientar que o paciente não deve dirigir.
- Manter sob observação após medicação.
Escalonamento
se progressãoMigrar protocolo se houver piora
Se surgir urticária difusa, angioedema, sintomas respiratórios ou hipotensão, migrar para protocolo de reação moderada ou grave.
Pontos críticos
Anti-histamínico é suficiente na maioria dos casos
A maior parte das reações cutâneas leves responde a observação e Anti-H1, quando sintomática.
Não subestimar progressão
Reações inicialmente leves podem evoluir, exigindo reavaliação contínua.
Sintoma cutâneo pode ser início de reação maior
Observar extensão das lesões e surgimento de sintomas sistêmicos, respiratórios ou hemodinâmicos.
Resumo prático
Mancha ou coceira leve: interromper contraste, observar e administrar anti-histamínico se sintomático. Se houver piora, urticária difusa, angioedema, sintomas respiratórios ou hipotensão, escalar protocolo.
Extravasamento de contraste
Saída de contraste para fora da veia, geralmente manifestada por dor, inchaço e endurecimento local. A maioria dos casos evolui bem, mas é essencial avaliar gravidade, registrar adequadamente e acompanhar a evolução.
Intercorrência comum. Avaliar gravidade e acompanhar evolução.
Sequência de medidas
seguir em ordemInterromper imediatamente a injeção do contraste
Suspender a injeção assim que identificado o extravasamento.
Não retirar o acesso imediatamente
Manter o cateter no local inicialmente, pois isso pode permitir tentativa de aspiração do contraste.
Elevar o membro
Manter o membro acometido elevado acima do nível do coração.
Aplicar compressa fria
Usar compressa fria por 15–20 minutos, repetindo conforme necessidade.
Realizar avaliação clínica obrigatória
Avaliar e registrar dor, extensão do edema, endurecimento local, parestesia, perfusão distal e mobilidade do membro.
Estimar o volume extravasado
Classificar como pequeno, menor que 10 mL; moderado, entre 10 e 30 mL; ou grande, acima de 30 mL.
Reconhecer sinais de alerta
Se houver dor intensa ou progressiva, parestesia, diminuição da perfusão, limitação de movimento ou grande volume extravasado acima de 30 mL, acionar médico imediatamente e considerar avaliação cirúrgica.
Orientar o paciente
Orientar procurar pronto atendimento se houver piora da dor, aumento do inchaço, bolhas, alteração da cor da pele, dormência ou dificuldade de movimentação.
Registrar o evento
Registrar tipo de contraste, volume injetado, volume estimado extravasado, local, horário e conduta realizada.
Avaliação clínica obrigatória
sempre registrarItens que devem ser avaliados
Dor, extensão do edema, endurecimento local, parestesia, perfusão distal e mobilidade do membro.
Volume extravasado
- Pequeno: < 10 mL.
- Moderado: 10–30 mL.
- Grande: > 30 mL.
Conduta local
- Manter o membro elevado acima do nível do coração.
- Compressa fria por 15–20 minutos.
- Repetir conforme necessidade.
Sinais de alerta
acionar médicoSituações de maior gravidade
Dor intensa ou progressiva, parestesia, diminuição da perfusão, limitação de movimento ou grande volume extravasado acima de 30 mL exigem acionamento médico imediato.
Considerar avaliação cirúrgica
Em casos graves, especialmente com sinais neurológicos, vasculares ou grande extravasamento.
Orientação ao paciente
Quando procurar atendimento
Orientar procurar pronto atendimento se houver piora da dor, aumento do inchaço, bolhas, alteração da cor da pele, dormência ou dificuldade de movimentação.
Pontos críticos
Maioria dos casos evolui bem
A evolução costuma ser favorável com medidas locais e acompanhamento.
Não existe medicação específica comprovada
O manejo é baseado em interrupção da injeção, medidas locais, avaliação clínica e seguimento.
Acompanhamento é essencial
Mesmo em casos pequenos, a reavaliação clínica é importante.
Complicações graves são raras, mas possíveis
Observar especialmente sinais de comprometimento vascular, neurológico ou funcional.
Resumo prático
Inchou: parar a injeção, elevar o membro, aplicar gelo e avaliar. Se houver dor forte, parestesia, alteração de perfusão ou limitação funcional, chamar médico imediatamente.
Parâmetros gerais
Regras institucionais básicas para exames de tomografia computadorizada da ECOS, incluindo uso de contraste iodado, fluxo de injeção, checagens antes do exame, história clínica mínima e critérios de acionamento do radiologista.
Parâmetros institucionais fixos
padrão ECOSContraste iodado intravenoso
Dose padrão: 1 mL/kg, salvo orientação específica do médico radiologista ou protocolo dedicado.
Fluxo de injeção
Fluxo padrão: 3–4 mL/s, ajustado conforme acesso venoso, protocolo e condição clínica do paciente.
Flush salino
Flush salino padrão: 30 mL após a administração do contraste, quando aplicável.
Checklist antes de iniciar o exame
obrigatórioConfirmar exame solicitado
Verificar se o exame solicitado corresponde à região anatômica e à dúvida clínica informada.
Confirmar indicação clínica
Identificar a queixa principal, o motivo do exame e o que o médico solicitante deseja esclarecer.
Definir uso de contraste
Confirmar se o exame será sem contraste, com contraste ou multifásico, conforme protocolo institucional.
Checar segurança para contraste
Quando houver contraste, checar alergia prévia, função renal quando aplicável, acesso venoso adequado e condições clínicas para injeção.
Conferir necessidade de fase adicional
Em caso de dúvida sobre fase tardia, decúbito ventral, expiração, Valsalva ou protocolo dedicado, acionar o médico radiologista antes da aquisição adicional.
História clínica mínima obrigatória
antes da aquisiçãoRegistrar a dúvida clínica principal
Todo exame deve conter uma história clínica mínima que explique o motivo da tomografia. Evitar registros genéricos como “dor”, “controle” ou “rotina” sem detalhamento.
Queixa principal
Registrar a queixa que motivou o exame: dor, trauma, febre, dispneia, suspeita de neoplasia, controle pós-operatório, acompanhamento de lesão conhecida ou outro motivo específico.
Localização e lateralidade
Sempre que houver dor, massa, trauma, edema ou sintoma focal, registrar localização precisa e lado acometido.
Tempo de evolução
Registrar início e duração dos sintomas: horas, dias, semanas, meses ou quadro crônico com piora recente.
Sinais de gravidade
Registrar febre, dispneia, queda do estado geral, vômitos, perda de peso, sangramento, déficit neurológico, instabilidade ou piora rápida, quando presentes.
Antecedentes relevantes
Registrar cirurgias prévias, neoplasias conhecidas, tratamentos em andamento, uso de anticoagulante, imunossupressão ou doenças crônicas relevantes para o exame.
Exames anteriores
Quando houver controle, seguimento ou comparação, registrar se há exame anterior, data aproximada e local onde foi realizado, se disponível.
Reconstruções e MPR
- Realizar reconstruções conforme o protocolo anatômico específico.
- MPR são obrigatórias nos protocolos em que agregam avaliação anatômica ou cirúrgica.
- Reconstruções finas devem ser realizadas em exames de tórax, mastoides, ossos, litíase e protocolos dedicados.
Qualidade técnica
- Conferir cobertura anatômica antes de liberar o paciente.
- Verificar artefatos de movimento ou aquisição incompleta.
- Em caso de dúvida sobre necessidade de repetição ou fase adicional, chamar o radiologista.
Quando chamar o radiologista
antes de liberarDúvida sobre protocolo
Chamar o radiologista se houver dúvida entre exame com ou sem contraste, fase adicional, aquisição tardia, expiração, decúbito ventral ou Valsalva.
Achado inesperado relevante
Lesão potencialmente relevante, achado não previsto ou suspeita de condição que mude a conduta devem ser comunicados antes da liberação do paciente.
Paciente instável ou intercorrência
Instabilidade clínica, reação ao contraste, extravasamento significativo ou piora do paciente exigem acionamento médico imediato.
Resumo prático
Antes de iniciar a tomografia, confirmar o exame, a indicação clínica, a necessidade de contraste, a segurança da injeção e a história clínica mínima. Dúvida de protocolo ou achado inesperado: chamar o radiologista antes de liberar o paciente.
Cabeça e pescoço
Escolha o protocolo conforme a região anatômica e a dúvida clínica. Esta página funciona apenas como índice regional.
Orientação de uso
A técnica detalhada, as indicações de contraste, as reconstruções e os pontos específicos de história clínica ficam dentro de cada protocolo individual.
Protocolos disponíveis
cabeça e pescoçoCrânio
Cefaleia, trauma, convulsão, déficit neurológico, alteração do nível de consciência, pós-operatório ou suspeita infecciosa/oncológica.
Seios da face
Rinossinusopatia, dor facial, obstrução nasal, secreção, suspeita odontogênica, complicações ou planejamento cirúrgico.
Mastoides / ossos temporais
Otalgia, otorreia, hipoacusia, colesteatoma, mastoidite, alterações pós-operatórias ou complicações otológicas. Exige reconstruções finas.
Pescoço
Massa cervical, linfonodomegalia, abscesso, disfagia, odinofagia, trauma, neoplasia ou processo inflamatório/infeccioso.
ATM
Avaliação óssea das articulações temporomandibulares, com aquisições em boca fechada e boca aberta quando indicado.
Resumo prático
Esta é uma página índice. Clique no protocolo anatômico desejado para acessar técnica, contraste, reconstruções e pontos clínicos específicos.
Crânio
Tomografia do crânio sem contraste ou com contraste conforme indicação clínica. Usar contraste quando houver suspeita infecciosa, tumoral, pós-operatória ou dúvida específica.
Técnica
crânioSem contraste
120 kV, mAs automático, reconstruções de 3 mm e reconstrução óssea quando aplicável.
Com contraste
Aquisição sem contraste seguida de fase pós-contraste aos 60–70 segundos.
História direcionada
- Trauma: mecanismo, local do impacto, perda de consciência, vômitos e anticoagulante.
- Déficit neurológico: tipo, lado acometido e horário de início.
- Cefaleia: início súbito ou progressivo, febre, câncer conhecido ou imunossupressão.
- Convulsão: primeira crise, recorrência, trauma associado ou alteração persistente.
- Pós-operatório: tipo de cirurgia, data aproximada e sintoma atual.
Quando chamar o radiologista
- Dúvida sobre necessidade de contraste.
- Pedido clínico incompatível com a história.
- Necessidade de ampliar cobertura ou repetir por artefato importante.
Resumo prático
Crânio de rotina é sem contraste. Contraste deve ser reservado para suspeita infecciosa, tumoral, pós-operatória ou dúvida clínica específica.
Seios da face
Protocolo para avaliação rinossinusal, dor facial, obstrução nasal, suspeita odontogênica, complicações orbitárias ou planejamento cirúrgico.
Técnica
seios da faceSem contraste
Protocolo padrão, com reconstruções finas e MPR coronal e sagital.
Com contraste
Reservar para suspeita de complicação orbitária/intracraniana, abscesso, celulite, lesão expansiva ou indicação médica específica.
História direcionada
- Dor facial: lado e localização.
- Obstrução nasal: unilateral ou bilateral.
- Secreção nasal, febre, cefaleia ou sintomas recorrentes.
- Cirurgia nasossinusal prévia.
- Suspeita odontogênica: dor dentária, tratamento recente, extração ou fístula.
- Sinais de complicação: edema palpebral, alteração visual ou dor orbitária.
Quando chamar o radiologista
- Suspeita de complicação orbitária ou intracraniana.
- Pedido com contraste sem justificativa clara.
- Suspeita de abscesso, celulite ou lesão expansiva.
Resumo prático
Seios da face é, em geral, sem contraste, com reconstruções finas e MPR. Contraste fica reservado para complicação, abscesso, celulite ou lesão expansiva.
Mastoides / ossos temporais
Protocolo com cortes finos para avaliação de orelha média, mastoides e ossos temporais.
Técnica
cortes finosSem contraste
Protocolo padrão com cortes finos e reconstruções ósseas dedicadas.
Com contraste
Usar apenas em suspeita de complicação infecciosa, abscesso, trombose venosa, processo expansivo ou orientação específica.
História direcionada
- Otalgia, otorreia, hipoacusia, zumbido ou vertigem.
- Lado acometido e tempo de evolução.
- Otite recorrente ou colesteatoma conhecido/suspeito.
- Cirurgia otológica prévia.
- Paralisia facial, febre ou sinais de complicação.
Atenção operacional
- Não usar protocolo grosso de crânio para mastoides.
- Reconstrução fina é obrigatória.
- Registrar lado sintomático sempre que houver queixa unilateral.
Resumo prático
Mastoides / ossos temporais exigem cortes finos e reconstruções ósseas dedicadas. Não substituir por protocolo de crânio.
Pescoço
Protocolo cervical para massas, linfonodomegalias, abscessos, processos inflamatórios, trauma, sintomas compressivos e investigação oncológica.
Técnica
pescoçoSem contraste
Usar em situações específicas, como avaliação óssea, corpo estranho hiperdenso, cálculo salivar ou contraindicação ao contraste.
Com contraste
Protocolo preferencial para massa cervical, linfonodomegalia, abscesso, infecção profunda, avaliação oncológica e lesões inflamatórias.
História direcionada
- Motivo: massa, linfonodo, dor, abscesso, disfagia, odinofagia, trauma ou neoplasia.
- Localização palpável e lado.
- Tempo de evolução.
- Febre, perda de peso, tabagismo e etilismo.
- Câncer conhecido, cirurgia, radioterapia ou biópsia prévia.
- Sintomas compressivos: dispneia, disfagia ou rouquidão.
Quando chamar o radiologista
- Dúvida sobre uso de contraste.
- Suspeita de abscesso profundo ou comprometimento de via aérea.
- Massa cervical sem localização clara.
- Necessidade de ampliar cobertura para tórax ou face.
Resumo prático
Pescoço frequentemente precisa de contraste. História deve informar localização, lado, tempo, sintomas compressivos, tabagismo/etilismo e contexto oncológico.
ATM
Protocolo para avaliação óssea das articulações temporomandibulares, especialmente em dor, limitação de abertura oral, trauma ou alterações degenerativas.
Técnica
boca fechada / abertaBoca fechada
Aquisição para avaliação da posição condilar, morfologia óssea e alterações degenerativas.
Boca aberta
Aquisição quando indicada, para avaliação da excursão condilar e limitação funcional.
História direcionada
- Dor: lado, localização e relação com mastigação.
- Estalido, crepitação, limitação de abertura oral ou travamento.
- Trauma.
- Bruxismo.
- Tratamento odontológico ou ortodôntico prévio.
Atenção operacional
- Confirmar se o paciente consegue abrir a boca antes da aquisição aberta.
- Registrar se há dor ou limitação durante a abertura.
- Garantir avaliação bilateral.
Resumo prático
ATM deve avaliar as articulações bilateralmente. Quando indicado, realizar boca fechada e boca aberta.
Tórax
Protocolos de tomografia do tórax para rotina, alta resolução, pequenas vias aéreas, avaliação de fibrose, angio-TC pulmonar e trauma. Esta página funciona como índice regional.
Orientação de uso
A técnica detalhada, a necessidade de expiração, decúbito ventral, contraste ou angio-TC ficam dentro de cada protocolo específico. Em dúvida sobre aquisição adicional, chamar o radiologista antes de prosseguir.
Protocolos disponíveis
tóraxTórax rotina
Avaliação torácica geral: nódulos, dor torácica, infecção, controle oncológico, alterações radiográficas, derrame pleural ou acompanhamento clínico.
HRCT / pequenas vias aéreas
Protocolo de alta resolução com inspiração e expiração, indicado para doença intersticial, asma/DPOC, aprisionamento aéreo e perfusão em mosaico.
Fibrose / decúbito ventral
Aquisição adicional em decúbito ventral para diferenciar opacidades dependentes, atelectasia gravitacional posterior e doença intersticial verdadeira.
Angio-TC pulmonar
Protocolo dedicado para avaliação das artérias pulmonares, especialmente em suspeita de tromboembolismo pulmonar.
Trauma torácico
Avaliação de trauma, dor localizada, queda, impacto, fratura costal, pneumotórax, hemotórax ou contusão pulmonar.
Resumo prático
Esta é uma página índice. Clique no protocolo torácico desejado para acessar técnica, aquisições adicionais, contraste e pontos clínicos específicos.
Tórax rotina
Protocolo torácico padrão para avaliação pulmonar, pleural, mediastinal e da parede torácica. A aquisição deve ser realizada em inspiração profunda sustentada.
Técnica
tórax rotinaAquisição
Realizar aquisição em inspiração profunda sustentada.
Reconstruções
Reconstrução de 1 mm em janela pulmonar e 3 mm em janela de mediastino.
MPR
Reconstruções multiplanares obrigatórias.
História direcionada
- Motivo do exame: dor, tosse, dispneia, febre, nódulo, controle oncológico ou alteração radiográfica.
- Tempo de evolução dos sintomas.
- Tabagismo atual ou prévio, se possível com carga tabágica.
- Doença pulmonar conhecida: DPOC, asma, fibrose, bronquiectasias ou tuberculose prévia.
- Neoplasia conhecida, tratamento atual e data aproximada do último tratamento.
- Uso de medicamentos relevantes: amiodarona, metotrexato, nitrofurantoína, quimioterapia, imunobiológicos ou imunossupressores.
Quando chamar o radiologista
- Dúvida sobre contraste.
- Achado inesperado relevante durante aquisição.
- Necessidade de aquisição adicional em expiração ou decúbito ventral.
- História clínica incompatível com protocolo solicitado.
Resumo prático
Tórax rotina deve ser adquirido em inspiração profunda, com reconstrução fina pulmonar, reconstrução mediastinal e MPR obrigatórias.
HRCT / pequenas vias aéreas
Protocolo de alta resolução para doença intersticial, asma/DPOC, doença de pequenas vias aéreas, aprisionamento aéreo e perfusão em mosaico.
Técnica
inspiração / expiraçãoInspiração
Aquisição em inspiração, em decúbito dorsal.
Expiração
Aquisição em expiração, em decúbito dorsal. Obrigatória em suspeita de doença de pequenas vias aéreas ou perfusão em mosaico.
Reconstrução
Reconstrução fina de 1 mm.
História direcionada
- Dispneia: tempo, progressão e piora recente.
- Tosse, expectoração, sibilância ou exacerbação atual.
- Tabagismo atual ou prévio.
- Diagnóstico prévio de asma, DPOC ou bronquiolite.
- Suspeita de aprisionamento aéreo ou perfusão em mosaico.
- Uso de oxigênio domiciliar, corticoide, broncodilatadores ou imunossupressores.
Atenção operacional
- Expiração deve ser bem orientada ao paciente.
- Não substituir expiração por nova inspiração.
- Em perfusão em mosaico, expiração é essencial para caracterizar aprisionamento aéreo.
Resumo prático
HRCT para pequenas vias aéreas deve incluir inspiração e expiração, com reconstrução fina de 1 mm.
Fibrose / decúbito ventral
Aquisição complementar para diferenciar opacidades dependentes de doença intersticial verdadeira, especialmente em vidro fosco basal duvidoso ou suspeita de atelectasia gravitacional posterior.
Decúbito ventral não é rotina. Obrigatório chamar o médico radiologista para avaliar necessidade antes da aquisição.
Técnica
pronadoIndicação
Diferenciação entre opacidades dependentes e doença intersticial verdadeira, suspeita de atelectasia gravitacional posterior ou vidro fosco basal duvidoso.
Aquisição
Aquisição adicional limitada aos lobos inferiores, em inspiração profunda, com baixa dose.
Reconstrução
Reconstrução fina de 1 mm.
História direcionada
- Dispneia progressiva ou tosse seca crônica.
- Suspeita de fibrose ou doença intersticial.
- Exposição ocupacional ou ambiental: aves, mofo, poeiras, sílica, madeira ou metal.
- Doença reumatológica conhecida ou suspeita.
- Uso de medicamentos pneumotóxicos.
- Comparação com exames anteriores, quando houver.
Quando chamar o radiologista
- Sempre antes da aquisição pronada.
- Dúvida entre opacidade dependente e alteração intersticial verdadeira.
- Necessidade de aquisição adicional além do protocolo inicial.
Resumo prático
Pronado é aquisição adicional e não deve ser feita automaticamente. Chamar o radiologista antes.
Angio-TC pulmonar
Protocolo dedicado para avaliação das artérias pulmonares, principalmente em suspeita de tromboembolismo pulmonar.
Técnica
artéria pulmonarBolus tracking
ROI na artéria pulmonar, com trigger entre 100–120 HU.
Aquisição
Aquisição imediata após disparo.
Reconstrução
Reconstrução fina de 1 mm.
História direcionada
- Suspeita clínica: TEP, dispneia súbita, dor torácica, dessaturação ou síncope.
- Tempo de início dos sintomas.
- Fatores de risco: cirurgia recente, imobilização, câncer, trombose prévia, gestação/puerpério, anticoncepcional.
- Anticoagulação em uso.
- Função renal e condições para contraste, quando aplicável.
Atenção operacional
- Acesso venoso adequado é essencial.
- Evitar atraso entre trigger e aquisição.
- Se o realce arterial pulmonar for inadequado, chamar o radiologista antes de liberar.
Resumo prático
Angio-TC pulmonar exige bom acesso venoso, bolus tracking na artéria pulmonar e aquisição imediata após disparo.
Trauma torácico
Protocolo para avaliação de trauma torácico, dor localizada, suspeita de fratura costal, pneumotórax, hemotórax, contusão pulmonar ou lesão traumática associada.
Técnica
traumaAquisição
Aquisição torácica conforme estabilidade clínica e protocolo solicitado, com reconstruções pulmonares, mediastinais e ósseas.
Reconstruções
Reconstruções finas e MPR são importantes para avaliação de arcos costais, esterno, coluna torácica e parede torácica.
Contraste
Usar contraste quando houver suspeita de lesão vascular, trauma de maior energia, sangramento, lesão mediastinal ou indicação médica específica.
História direcionada
- Mecanismo do trauma: queda, colisão, agressão, impacto direto ou compressão.
- Local exato da dor e lado acometido.
- Tempo desde o trauma.
- Dor ventilatório-dependente ou falta de ar.
- Uso de anticoagulante.
- Suspeita de fratura, pneumotórax, hemotórax ou lesão associada.
Quando chamar o radiologista
- Trauma de alta energia.
- Instabilidade clínica.
- Suspeita de lesão vascular ou sangramento.
- Dúvida sobre necessidade de contraste ou ampliar para abdome.
Resumo prático
Em trauma, a história deve informar mecanismo, lado e local da dor. Reconstruções ósseas e MPR são essenciais. Contraste depende de gravidade, suspeita vascular ou lesão associada.
Abdome e pelve
Protocolos de tomografia de abdome e pelve para rotina, exames multifásicos, adrenal, litíase urinária, hérnia / parede abdominal, trauma e dor abdominal aguda. Esta página funciona como índice regional.
Orientação de uso
A escolha entre exame sem contraste, contrastado, multifásico, aquisição tardia ou manobra específica deve ser guiada pela dúvida clínica. Em dúvida sobre fase adicional, Valsalva, decúbito ventral ou achado inesperado, chamar o radiologista antes de liberar o paciente.
Protocolos disponíveis
abdome e pelveAbdome e pelve rotina
Dor abdominal, febre, controle oncológico, massas, coleções, alterações urinárias ou intestinais, investigação abdominal geral.
Abdome e pelve multifásico / 4 fases
Protocolo com fase pré-contraste, arterial, portal e tardia para caracterização vascular, tumoral ou lesional específica.
Protocolo adrenal
Caracterização de nódulo adrenal, com fase sem contraste, portal e tardia obrigatória em 10–15 minutos.
Litíase urinária
Protocolo sem contraste para cólica renal, cálculo ureteral, hidronefrose e dúvida entre cálculo na JUV ou intravesical.
Hérnia / parede abdominal com Valsalva
Avaliação de abaulamento, dor localizada, hérnia suspeita ou dúvida dinâmica da parede abdominal.
Trauma abdominal
Avaliação de trauma, dor pós-impacto, suspeita de lesão visceral, sangramento, fratura ou lesão associada.
Dor abdominal aguda
Protocolo para suspeita de apendicite, diverticulite, colecistite, pancreatite, obstrução, perfuração ou processo inflamatório.
Resumo prático
Esta é uma página índice. Clique no protocolo abdominal desejado para acessar técnica, contraste, fases, manobras e pontos clínicos específicos.
Abdome e pelve rotina
Protocolo abdominal geral para dor, febre, massas, coleções, alterações urinárias ou intestinais, controle oncológico e investigação abdominal ampla.
Técnica
rotinaSem contraste
Usar quando a indicação for litíase, contraindicação ao contraste, avaliação de calcificações, sangramento hiperdenso ou orientação específica.
Com contraste
Protocolo preferencial para dor abdominal inflamatória, massas, coleções, controle oncológico, infecção, suspeita vascular ou avaliação abdominal ampla.
Fase habitual
Fase portal em 70–80 segundos, salvo protocolo dedicado ou orientação do radiologista.
História direcionada
- Dor: localização, lateralidade, início, duração e intensidade.
- Febre, náuseas, vômitos, diarreia, constipação ou sangramento.
- Alteração urinária, hematúria ou disúria.
- Cirurgias abdominais prévias.
- Neoplasia conhecida, tratamento atual e exames anteriores.
- Uso de anticoagulante ou imunossupressão.
Quando chamar o radiologista
- Dúvida sobre contraste ou fase adicional.
- Achado inesperado relevante durante o exame.
- Suspeita de lesão hepática, pancreática ou renal não caracterizada.
- Pedido clínico incompatível com o protocolo solicitado.
Resumo prático
Abdome rotina geralmente usa fase portal quando contrastado. História deve localizar dor, tempo de evolução e sinais associados.
Abdome e pelve multifásico / 4 fases
Protocolo com fase pré-contraste, arterial, portal e tardia para caracterização de lesões, vascularização e comportamento contrastado.
Fases
4 fasesPré-contraste
Aquisição sem contraste antes da injeção.
Fase arterial
25–30 segundos, com bolus tracking na aorta abdominal e trigger de 120 HU.
Fase portal
70–80 segundos.
Fase tardia
180–240 segundos, correspondente a equilíbrio precoce.
História direcionada
- Qual lesão ou órgão precisa ser caracterizado.
- Exame anterior: data, local e achado descrito.
- História de neoplasia conhecida.
- Cirurgia, tratamento oncológico ou procedimento prévio.
- Função renal e condições para contraste, quando aplicável.
Atenção operacional
- Confirmar previamente que o exame realmente exige protocolo multifásico.
- Não transformar rotina em multifásico sem indicação ou orientação médica.
- Em dúvida sobre necessidade de fase tardia, chamar o radiologista.
Resumo prático
Multifásico = pré-contraste, arterial, portal e tardia. Não iniciar sem indicação clara ou orientação do radiologista.
Protocolo adrenal
Protocolo dedicado para caracterização de nódulo adrenal, com fase sem contraste, fase portal e fase tardia obrigatória de 10–15 minutos.
Se o paciente não puder aguardar a fase tardia adequada de 10–15 minutos, não iniciar protocolo adrenal.
Fases
adrenalSem contraste
Fase obrigatória para medida da atenuação basal.
Fase portal
60–70 segundos após contraste.
Fase tardia obrigatória
10–15 minutos. Reconstrução fina obrigatória de 1 mm.
História direcionada
- Nódulo adrenal incidental ou conhecido.
- Exame anterior e medida prévia, se disponível.
- História de neoplasia conhecida.
- Hipertensão resistente, hipocalemia ou suspeita endócrina.
- Capacidade do paciente de aguardar a fase tardia.
Quando chamar o radiologista
- Paciente não pode aguardar a fase tardia.
- Dúvida se a lesão é adrenal ou extra-adrenal.
- Exame solicitado não informa achado adrenal claro.
- Achado inesperado associado relevante.
Resumo prático
Protocolo adrenal só faz sentido com fase tardia adequada de 10–15 minutos. Se o paciente não puder aguardar, não iniciar.
Litíase urinária
Protocolo para cólica renal, cálculo ureteral, hidronefrose, hematúria e dúvida entre cálculo na junção ureterovesical ou cálculo já localizado na bexiga.
Técnica
sem contrasteAquisição principal
Aquisição sem contraste, com reconstrução fina de 1 mm.
Dúvida JUV versus cálculo intravesical
Realizar aquisição complementar pélvica em decúbito ventral ou aquisição pélvica tardia limitada.
Dúvida persistente
Persistindo dúvida anatômica, comunicar imediatamente o radiologista antes da liberação.
História direcionada
- Dor lombar ou em flanco: lado e irradiação.
- Cólica, hematúria, disúria ou urgência miccional.
- Febre ou calafrios.
- História de cálculo prévio.
- Procedimento urológico prévio ou duplo J.
- Gestação possível quando aplicável.
Atenção operacional
- Não usar contraste em protocolo típico de litíase.
- Reconstrução fina ajuda na identificação de pequenos cálculos.
- Decúbito ventral pélvico pode esclarecer se cálculo está na JUV ou já na bexiga.
Resumo prático
Litíase urinária é sem contraste. Na dúvida entre JUV e bexiga, fazer aquisição pélvica em decúbito ventral ou tardia limitada.
Hérnia / parede abdominal com Valsalva
Protocolo para avaliação de abaulamento, dor localizada, suspeita de hérnia ou dúvida dinâmica da parede abdominal.
Técnica
ValsalvaAquisição basal
Realizar aquisição da região de interesse em repouso, cobrindo adequadamente a área sintomática.
Manobra de Valsalva
Realizar aquisição ou série complementar com Valsalva quando houver suspeita de hérnia dinâmica ou abaulamento referido pelo paciente.
Marcação do local
Quando possível, marcar ou documentar o local exato do abaulamento/dor informado pelo paciente.
História direcionada
- Local exato do abaulamento ou dor.
- Lado acometido.
- Piora com esforço, tosse, ortostatismo ou Valsalva.
- Redutibilidade referida.
- Cirurgia abdominal prévia.
- Sinais de complicação: dor intensa, vômitos, irredução, febre ou distensão.
Quando chamar o radiologista
- Dúvida se a aquisição com Valsalva foi adequada.
- Sinais clínicos de encarceramento ou estrangulamento.
- Pedido genérico sem localização do abaulamento.
- Necessidade de ampliar a cobertura anatômica.
Resumo prático
Para hérnia, história e localização importam muito. Registrar onde abaula, lado e relação com esforço. Usar Valsalva quando a suspeita for dinâmica.
Trauma abdominal
Protocolo para trauma abdominal, dor pós-impacto, queda, colisão, suspeita de lesão visceral, sangramento, fratura ou lesão traumática associada.
Técnica
traumaCom contraste
Preferencial em trauma com suspeita de lesão visceral, sangramento, trauma de maior energia ou instabilidade clínica controlada.
Fase
Fase portal para avaliação abdominal geral. Fases adicionais dependem da suspeita e orientação médica.
Reconstruções
MPR e reconstruções ósseas quando houver suspeita de fratura, trauma pélvico ou lesão associada.
História direcionada
- Mecanismo: queda, colisão, atropelamento, agressão ou impacto direto.
- Local exato da dor e lado acometido.
- Tempo desde o trauma.
- Uso de anticoagulante.
- Instabilidade, síncope, queda do estado geral ou dor progressiva.
- Suspeita de lesão torácica, pélvica ou de coluna associada.
Quando chamar o radiologista
- Trauma de alta energia.
- Instabilidade clínica.
- Suspeita de sangramento ativo ou lesão vascular.
- Dúvida sobre fase arterial/tardia adicional.
- Necessidade de ampliar para tórax, pelve ou coluna.
Resumo prático
Trauma abdominal relevante geralmente exige contraste. História deve informar mecanismo, local da dor, tempo do trauma e uso de anticoagulante.
Dor abdominal aguda
Protocolo para investigação de dor abdominal aguda, incluindo suspeita de apendicite, diverticulite, colecistite, pancreatite, obstrução, perfuração ou processo inflamatório.
Técnica
dor agudaCom contraste
Preferencial para avaliação inflamatória, infecciosa, vascular, perfurativa ou neoplásica, salvo contraindicação.
Fase portal
Fase portal em 70–80 segundos como padrão para abdome agudo contrastado.
Sem contraste
Usar quando houver contraindicação ao contraste, suspeita principal de litíase ou orientação específica.
História direcionada
- Localização da dor: FID, FIE, hipocôndrio, epigástrio, flanco ou difusa.
- Início e tempo de evolução.
- Febre, vômitos, diarreia, constipação ou sangramento.
- Suspeita clínica: apendicite, diverticulite, colecistite, pancreatite, obstrução ou perfuração.
- Cirurgias prévias.
- Gestação possível quando aplicável.
Quando chamar o radiologista
- Dúvida sobre contraste.
- Suspeita de perfuração, isquemia ou sangramento.
- Achado inesperado relevante.
- Necessidade de fase adicional ou aquisição tardia.
Resumo prático
Dor abdominal aguda geralmente é melhor avaliada com contraste em fase portal. História deve localizar a dor e indicar a principal suspeita clínica.
Achados inesperados
Orientação para achados potencialmente relevantes identificados durante ou logo após a aquisição, que podem exigir fase adicional, revisão imediata ou mudança de fluxo.
Interromper o fluxo de alta e acionar médico radiologista para avaliação imediata.
Achados que exigem atenção
antes de liberarLesão hepática indeterminada
Lesão focal não caracterizada ou achado que possa exigir fase adicional ou protocolo dedicado.
Massa renal não caracterizável
Lesão renal sólida ou cística complexa não adequadamente caracterizada no protocolo realizado.
Lesão pancreática suspeita
Lesão pancreática, dilatação ductal ou alteração suspeita que possa exigir ajuste de protocolo.
Achado clinicamente relevante inesperado
Qualquer achado que possa mudar conduta, exigir contraste, fase adicional, comunicação imediata ou avaliação médica antes da liberação.
Conduta
- Não liberar automaticamente o paciente.
- Comunicar o radiologista.
- Aguardar orientação sobre fase adicional ou protocolo complementar.
- Registrar a conduta adotada, quando aplicável.
Exemplos de decisão
- Realizar fase tardia adicional.
- Completar protocolo multifásico.
- Ampliar cobertura anatômica.
- Encaminhar para revisão médica imediata.
Resumo prático
Achado inesperado relevante não segue fluxo automático de alta. Parar, chamar o radiologista e só liberar após orientação.
Pós-exame contrastado
Orientação institucional para observação, monitorização inicial e liberação após exames com contraste iodado intravenoso.
Conduta pós-contraste
observação mínimaObservação mínima
Manter observação mínima de 15 minutos após exame contrastado.
Monitorar sintomas
Observar náusea, prurido, tontura, dispneia, urticária, mal-estar, sudorese ou qualquer piora clínica.
Acionar médico em caso de reação
Acionar médico imediatamente diante de qualquer reação, instabilidade, sintoma respiratório, hipotensão, alteração de consciência ou piora progressiva.
Liberar apenas se estável
Liberar após observação mínima, ausência de sintomas relevantes e estabilidade clínica.
Orientação ao paciente
- Informar que sintomas tardios leves podem ocorrer.
- Orientar procurar atendimento se houver falta de ar, inchaço, urticária difusa, tontura intensa ou piora progressiva.
- Orientar hidratação habitual, salvo restrição médica.
Não liberar imediatamente se
- Houve náusea importante, prurido, tontura ou dispneia.
- Paciente apresenta mal-estar ou sinais vagais.
- Houve extravasamento significativo.
- Há qualquer dúvida sobre estabilidade clínica.
Resumo prático
Após contraste, observar por pelo menos 15 minutos. Se houver reação ou piora clínica, não liberar: acionar médico e seguir o protocolo correspondente.
Tireoide e contraste iodado
Calculadora operacional para uso de contraste iodado intravenoso em pacientes com doença tireoidiana, alteração de TSH/T3/T4 livre, uso de amiodarona ou programação de radioiodoterapia.
Calculadora de triagem tireoidiana
Preencher os valores laboratoriais quando disponíveis. Usar preferencialmente exames dos últimos 3 meses. O resultado orienta a equipe, mas não substitui decisão médica em casos duvidosos ou urgentes.
Valores laboratoriais
Casos especiais
Ideia central
A principal preocupação é o paciente com hipertireoidismo ativo, TSH muito baixo/suprimido, T4 livre/T3 elevados ou radioiodoterapia programada. Hipotireoidismo em uso de levotiroxina, tireoidectomia prévia sem radioiodoterapia programada e nódulo tireoidiano com TSH normal geralmente não impedem o uso de contraste iodado.
Verde — pode realizar
- TSH normal.
- Sem história de hipertireoidismo ativo.
- Hipotireoidismo em uso de levotiroxina.
- Tireoidectomia prévia sem radioiodoterapia programada.
- Nódulo tireoidiano conhecido, com função tireoidiana normal.
- Bócio conhecido, com TSH normal e sem sintomas de hipertireoidismo.
Laranja — avaliar antes
- TSH baixo ou suprimido, sem T4 livre/T3 disponíveis.
- História de hipertireoidismo, mas sem exames recentes.
- Hipertireoidismo em tratamento ou controlado.
- Uso de amiodarona.
- Cardiopatia importante associada a TSH baixo ou suspeita de hipertireoidismo.
- Paciente relata bócio ou nódulos tireoidianos, mas não sabe informar função tireoidiana.
- Radioiodoterapia possível, mas não confirmada.
Vermelho — evitar se não urgente
discutir antes de injetarHipertireoidismo manifesto ou descompensado
Evitar contraste iodado se o exame puder aguardar. Discutir com o radiologista e com o médico solicitante possibilidade de exame sem contraste, outro método ou liberação clínica formal.
TSH suprimido com T4 livre ou T3 elevados
Considerar alto risco em exame eletivo. Não seguir fluxo automático de injeção sem discussão médica.
Radioiodoterapia programada
Evitar contraste iodado quando houver programação de radioiodoterapia ou investigação com iodo radioativo, salvo urgência ou liberação médica.
Resumo prático
Usar sempre os valores laboratoriais quando disponíveis. TSH normal, hipotireoidismo em reposição ou tireoidectomia sem radioiodoterapia programada: geralmente pode realizar contraste. TSH baixo/suprimido, amiodarona ou hipertireoidismo sem controle recente: discutir antes. TSH suprimido com T3/T4 elevados ou radioiodoterapia programada: evitar contraste se não for urgência.
Função renal / TFG
Calculadora de taxa de filtração glomerular estimada pela fórmula CKD-EPI 2021, para orientar o uso de contraste iodado intravenoso conforme creatinina, idade e sexo.
Calculadora de TFG
Preencher creatinina, idade e sexo. Usar preferencialmente creatinina recente, especialmente em pacientes internados, idosos, diabéticos, nefropatas ou clinicamente instáveis.
Dados do paciente
Situação especial
Ideia central
A função renal deve ser avaliada principalmente pela TFG estimada. Valores iguais ou maiores que 45 mL/min/1,73m² geralmente não exigem medidas especiais apenas pelo risco renal. Entre 30 e 44 mL/min/1,73m² há maior atenção e pode ser necessária hidratação. Abaixo de 30 mL/min/1,73m², não seguir fluxo automático.
Verde — TFG ≥ 45
- Sem risco elevado de piora da função renal pelo contraste.
- Pode realizar contraste se não houver outra contraindicação.
- Manter hidratação habitual.
- Não são necessárias medidas especiais apenas por esse valor.
Laranja — TFG 30–44
- Risco aumentado de piora da função renal após contraste.
- Reavaliar indicação clínica do contraste.
- Considerar hidratação venosa conforme protocolo institucional.
- Evitar medicamentos nefrotóxicos quando possível.
- Considerar controle posterior da função renal, se indicado.
Vermelho — TFG < 30
não seguir fluxo automáticoRisco muito elevado de piora da função renal após contraste
Não realizar contraste iodado no fluxo automático. Chamar radiologista para avaliar risco-benefício, alternativa sem contraste ou outro método.
Se contraste for mantido por decisão médica
Usar a menor dose necessária, considerar hidratação venosa e alinhar conduta com equipe assistente/nefrrologia, conforme contexto clínico.
Paciente em diálise
fluxo próprioNão bloquear contraste apenas por função renal
Em paciente já em diálise, o uso de contraste iodado não deve ser bloqueado apenas pela TFG. Coordenar com a rotina de diálise e avaliar estado clínico/volemia.
Não indicar sessão extra automaticamente
Não solicitar sessão extra de diálise apenas para “retirar contraste”, salvo orientação clínica específica.
Protocolo ECOS de hidratação venosa
consulta médicaTFG ≥ 45 mL/min/1,73m²
Não indicar hidratação venosa profilática apenas pela função renal. Manter hidratação oral habitual, salvo restrição médica.
TFG 30–44 mL/min/1,73m²
Não hidratar automaticamente todo paciente ambulatorial estável. Considerar hidratação se houver fatores de risco adicionais, como lesão renal aguda, internação, desidratação, sepse, fragilidade ou uso de nefrotóxicos.
Se indicada: soro fisiológico 0,9% 1 mL/kg/h por 3–4 horas antes e 3–4 horas depois do contraste, desde que não haja risco de sobrecarga volêmica.
TFG < 30 mL/min/1,73m² ou lesão renal aguda
Não seguir fluxo automático. Chamar radiologista para avaliar risco-benefício, alternativa sem contraste ou outro método.
Se o contraste for indispensável: considerar soro fisiológico 0,9% 1 mL/kg/h por 6–12 horas antes e 4–12 horas depois, individualizando conforme estado clínico e risco de sobrecarga.
Risco de sobrecarga volêmica
Em insuficiência cardíaca, congestão, edema pulmonar, anúria, restrição hídrica ou paciente clinicamente instável, não hidratar automaticamente. Chamar médico/radiologista.
Exemplo prático — paciente de 80 kg
SF 0,9% a 1 mL/kg/hVelocidade de infusão
Para paciente de 80 kg: 1 mL/kg/h = 80 mL/h de soro fisiológico 0,9%.
Se TFG 30–44 e hidratação for indicada
80 mL/h por 4 horas antes = 320 mL. Depois, 80 mL/h por 4 horas = 320 mL. Total aproximado: 640 mL.
Se TFG < 30 e contraste for indispensável
80 mL/h por 6 horas antes = 480 mL. Depois, 80 mL/h por 6 horas = 480 mL. Total aproximado: 960 mL.
Alergia prévia ao contraste
Calculadora operacional para pacientes com relato de reação prévia ao meio de contraste iodado. O objetivo é diferenciar reação verdadeira de sintomas não alérgicos, classificar gravidade e definir conduta segura.
Calculadora de reação prévia ao contraste
Considerar reação verdadeira quando houve urticária, prurido, eritema, angioedema, broncoespasmo, hipotensão ou anafilaxia. Náusea isolada, calor, gosto metálico e reação vagal não devem ser classificados como alergia.
Reação prévia
Ideia central
O principal fator de risco para nova reação é reação prévia verdadeira ao contraste. Alergia a frutos do mar, “alergia a iodo” ou alergia a povidine não contraindica contraste iodado por si só. Premedicação pode ser considerada em pacientes selecionados, mas não elimina o risco de nova reação.
Verde — procedimento padrão
- Sem reação prévia verdadeira ao contraste.
- Náusea isolada, calor, gosto metálico ou reação vagal não contam como alergia.
- Alergia a frutos do mar, “iodo” ou povidine não contraindica contraste por si só.
- Manter medicações e material de emergência disponíveis como rotina do setor.
Laranja — reação leve ou moderada prévia
- Informar radiologista antes da injeção.
- Preferir contraste diferente do agente associado à reação, se conhecido.
- Considerar premedicação programada quando houver indicação e tempo hábil.
- Preparar caixa de emergência.
- Observar por pelo menos 30 minutos após o contraste.
Vermelho — reação grave / anafilaxia prévia
não seguir fluxo automáticoEvitar contraste iodado se não for indispensável
Reação grave prévia ou anafilaxia exige decisão médica. Considerar exame sem contraste, ultrassonografia, ressonância magnética ou outro método quando clinicamente aceitável.
Se contraste for inevitável
Realizar apenas após decisão médica formal, com radiologista ciente, agente alternativo quando possível, acesso venoso, caixa de emergência disponível e equipe apta a tratar reação grave.
Premedicação — quando considerada
conforme prescrição médicaMensagem principal
Premedicação pode ser considerada em paciente com reação prévia leve ou moderada quando o contraste iodado for necessário, mas não substitui avaliação médica, troca do agente de contraste quando possível e preparo para tratar reação de escape.
Esquema eletivo com prednisona
Prednisona 50 mg VO: 13 horas, 7 horas e 1 hora antes do contraste.
Associar anti-H1 cerca de 1 hora antes do contraste, conforme prescrição médica. Na rotina ECOS: Dexclorfeniramina, Polaramine®, 5–10 mg IV lento.
Esquema eletivo alternativo
Metilprednisolona 32 mg VO: 12 horas e 2 horas antes do contraste.
Anti-H1 pode ser associado cerca de 1 hora antes, conforme prescrição médica.
Quando não houver tempo para preparo eletivo
Não improvisar medicação curta como se fosse proteção garantida. Chamar radiologista e médico solicitante para decidir entre reagendamento, exame sem contraste, outro método ou realização em ambiente preparado.
Ponto crítico
Premedicação reduz risco em alguns cenários, mas não elimina reação. Reação de escape pode ocorrer mesmo com preparo adequado. Manter caixa de emergência disponível e observar o paciente após o contraste.
Após anti-H1 sedativo, orientar que o paciente não deve dirigir.
Resumo prático
Sem reação prévia verdadeira: procedimento padrão, com observação mínima de 15 minutos após contraste. Reação leve ou moderada: informar radiologista, preferir agente diferente quando possível, considerar premedicação programada e observar. Reação grave / anafilaxia: não seguir fluxo automático; contraste apenas se indispensável e por decisão médica.
Metformina / Glifage
Conduta para pacientes em uso de metformina antes da administração de contraste iodado intravenoso. O ponto principal é avaliar a função renal. O risco relevante não é o contraste “reagir” com a metformina, mas a possibilidade de piora renal e acúmulo da medicação.
Se a TFG estiver desconhecida, tentar obter creatinina / TFG antes do exame. Se o exame for urgente e não houver tempo para isso, suspender a metformina no momento da administração do contraste, orientar o paciente a procurar o médico assistente para decidir quando reiniciar a metformina / Glifage. Pode ser necessário controle da função renal após 48 horas, a critério médico.
Conduta institucional
fluxo operacionalConfirmar uso da medicação
Perguntar ativamente se o paciente usa metformina. Na prática, muitos pacientes referem o nome comercial, especialmente Glifage®.
Verificar função renal
Sempre que possível, usar a TFG / função renal para decidir a conduta. Esta avaliação deve ser integrada ao módulo de Função renal / TFG.
Se TFG ≥ 30 mL/min/1,73m² e sem lesão renal aguda
Pode realizar o exame com contraste iodado intravenoso sem necessidade de suspender metformina de rotina.
Se TFG < 30 mL/min/1,73m² ou houver lesão renal aguda
Não seguir fluxo automático. Informar radiologista / médico. Se o contraste for realmente necessário, suspender metformina no momento da administração do contraste e reavaliar função renal após 48 horas.
Se TFG estiver desconhecida
Tentar obter creatinina / TFG antes do exame. Se não for possível e o exame for urgente, proceder com cautela: suspender metformina no momento do contraste, solicitar controle da função renal em 48 horas e reiniciar apenas se a função renal estiver estável.
Quando está liberado
- Paciente em uso de metformina / Glifage.
- TFG ≥ 30 mL/min/1,73m².
- Sem suspeita de lesão renal aguda.
- Nesse cenário, não é necessário suspender a medicação de rotina.
Quando exige atenção
- TFG desconhecida.
- TFG < 30 mL/min/1,73m².
- Suspeita ou confirmação de lesão renal aguda.
- Nesses casos, suspender no momento do contraste e reavaliar em 48 horas.
O que orientar ao paciente
linguagem práticaSe estiver liberado
Informar que poderá manter a metformina normalmente, salvo orientação médica diferente.
Se a medicação precisar ser suspensa
Orientar a não tomar metformina a partir do momento do exame contrastado e a realizar controle da função renal em 48 horas. A retomada da medicação deve ser definida pelo médico assistente.
Se houver dúvida
Em caso de dúvida sobre suspensão ou retomada da medicação, orientar contato com o médico assistente.
Ponto importante
Metformina não precisa ser suspensa preventivamente para todo paciente. A decisão depende principalmente da função renal. O cuidado existe para evitar acúmulo da medicação em contexto de piora renal.
Resumo prático
Paciente usa metformina / Glifage: checar TFG. Se TFG ≥ 30 e sem lesão renal aguda, pode seguir sem suspensão de rotina. Se TFG < 30, lesão renal aguda ou função renal desconhecida em paciente de risco, não seguir fluxo automático: chamar radiologista. Se o contraste for mantido por decisão médica, orientar o paciente a procurar o médico assistente para definir suspensão e retomada da metformina / Glifage.
Gestação, TC e contraste iodado
Conduta operacional para pacientes gestantes ou com possibilidade de gestação. Na rotina da ECOS, tomografia computadorizada em gestante é excepcional e nunca deve seguir fluxo automático.
Gestante ou suspeita de gestação: parar o fluxo e chamar o radiologista antes de realizar TC, com ou sem contraste.
Primeiro ponto — a TC em si já é excepcional
antes de discutir contrasteNão realizar TC de gestante no fluxo ambulatorial automático
A questão principal não é apenas o contraste. A própria tomografia em gestante deve ser considerada excepcional, principalmente em ambiente ambulatorial. A equipe técnica não deve iniciar o exame sem discussão direta com o radiologista.
Exame eletivo ou indicação fraca
Se o exame for eletivo, se a indicação clínica for inespecífica ou se houver alternativa adequada sem radiação ionizante, não realizar TC na rotina da clínica antes de avaliação médica formal.
Quando TC pode ser considerada em gestante?
cenários excepcionaisTrauma importante / politrauma
Trauma de alta energia, colisão automobilística, atropelamento, queda importante, instabilidade, suspeita de sangramento interno, lesão toracoabdominal, pélvica ou vascular.
Suspeita relevante de tromboembolismo pulmonar
Dispneia súbita importante, hipoxemia, dor torácica com alta suspeita clínica, síncope, instabilidade ou investigação inconclusiva por métodos alternativos disponíveis.
Abdome agudo grave quando US/RM não resolvem
Suspeita de perfuração, obstrução grave, isquemia, abscesso profundo, apendicite complicada ou sepse abdominal quando ultrassonografia e/ou ressonância não forem suficientes ou disponíveis.
Emergência neurológica
Déficit neurológico focal agudo, suspeita de AVC, hemorragia intracraniana, cefaleia súbita intensa, convulsão com alteração persistente ou trauma craniano relevante. Frequentemente a TC será sem contraste.
Emergência vascular
Suspeita de dissecção aórtica, síndrome aórtica aguda, dor torácica/dorsal súbita grave, instabilidade ou outro cenário vascular com risco materno imediato.
Infecção grave ou sepse sem foco definido
Paciente grave, deteriorando clinicamente, com suspeita de foco profundo não esclarecido por métodos sem radiação, quando a resposta da TC mudará a conduta.
Exemplos que não devem seguir fluxo automático
- Dor abdominal inespecífica estável.
- Controle ambulatorial eletivo.
- Sinusite, mastoide, coluna, hérnia ou litíase simples.
- Pesquisa de nódulo ou achado incidental sem urgência.
- Pedido com contraste sem justificativa clínica forte.
- Qualquer exame em que a gestação só foi descoberta na recepção/sala.
Alternativas a considerar antes da TC
- Ultrassonografia, quando aplicável.
- Ressonância magnética sem contraste, quando disponível e adequada.
- Tomografia sem contraste, apenas se responder à pergunta clínica e após discussão médica.
- Reagendamento ou encaminhamento para ambiente hospitalar, se o quadro exigir assistência.
Segundo ponto — se a TC for necessária, decidir sobre contraste
contraste iodadoDecisão compartilhada antes do contraste
Se a paciente está gestante ou possivelmente gestante, a equipe deve interromper o fluxo habitual e acionar o radiologista para avaliação da indicação, necessidade de contraste e melhor alternativa para o caso.
Usar contraste apenas se for essencial para a resposta clínica
O contraste pode ser considerado quando a informação obtida muda conduta e não há alternativa adequada sem contraste. Se a TC sem contraste ou outro método responder à pergunta, evitar contraste.
Registrar a decisão
Registrar que a paciente está gestante ou possivelmente gestante, que o caso foi discutido com radiologista e, quando aplicável, com o médico solicitante.
Orientação após contraste iodado
Se contraste iodado for administrado durante a gestação, orientar que a função tireoidiana do recém-nascido deve ser avaliada na primeira semana de vida, conforme orientação médica/pediátrica.
Como orientar a equipe
A frase operacional deve ser simples: “Gestante não segue fluxo automático de TC na ECOS. Parar, avisar o radiologista e só prosseguir se houver decisão médica clara.” A equipe deve orientar a paciente de forma objetiva e acionar o radiologista sempre que houver gestação confirmada ou suspeita.
Resumo prático
Gestante ou possível gestante: TC é excepcional, com ou sem contraste. Não realizar no fluxo automático. Chamar radiologista. Considerar apenas em cenários urgentes ou clinicamente fortes, como trauma importante, suspeita relevante de tromboembolismo pulmonar, abdome agudo grave, emergência neurológica, emergência vascular ou sepse sem foco. Se contraste iodado for indispensável, registrar a decisão e orientar avaliação tireoidiana neonatal na primeira semana de vida.
Amamentação
Conduta para pacientes em período de amamentação antes da administração de contraste iodado intravenoso. Na rotina, a amamentação pode ser mantida normalmente após o exame.
Verde — procedimento liberado
sem restriçãoPode amamentar normalmente após o contraste
Não é necessário suspender a amamentação após a administração de contraste iodado intravenoso.
Não precisa descartar leite
Não há necessidade de ordenhar e desprezar o leite, nem de interromper temporariamente a amamentação.
Orientação prática à paciente
A orientação padrão é simples: “Pode amamentar normalmente após o exame contrastado”.
Se houver intercorrência materna
Caso a paciente apresente reação ao contraste ou qualquer evento clínico durante o exame, a conduta será definida pela equipe médica conforme o quadro, mas isso não muda a orientação rotineira sobre a amamentação em si.
O que dizer para a paciente
- O contraste iodado é compatível com a amamentação.
- Não precisa pausar a amamentação.
- Não precisa descartar leite após o exame.
- Pode seguir a rotina habitual normalmente.
Ponto técnico
- A pequena quantidade de contraste que passa para o leite é clinicamente desprezível.
- A fração absorvida pelo lactente por via oral também é mínima.
- Por isso, não se recomenda interrupção da amamentação.
Ponto importante
Na prática da ECOS, este é um item simples de triagem. Paciente em amamentação não precisa ter o exame contrastado adiado por esse motivo, nem receber orientação para suspender a amamentação após o contraste iodado.
Resumo prático
Paciente amamentando: exame contrastado liberado. Após contraste iodado intravenoso, pode manter a amamentação normalmente, sem necessidade de pausa, descarte do leite ou qualquer medida adicional específica.
Pediátrico
Avaliação prática para uso de contraste iodado em pacientes pediátricos. O principal ponto é diferenciar lactentes pequenos, que exigem mais cautela, dos demais pacientes pediátricos.
Selecione a faixa etária
seleção rápidaEscolha uma opção para abrir a conduta correspondente.
Laranja — atenção especial
lactente pequenoEm lactentes menores que 3 meses, a avaliação exige maior cautela. A função renal pode ser mais difícil de interpretar e a tireoide é mais sensível à exposição ao iodo.
Avaliação médica antes do contraste
Não seguir fluxo totalmente automático. Confirmar indicação clínica e necessidade do contraste com o radiologista, especialmente em recém-nascidos e lactentes pequenos.
Ajustar dose pelo peso
A dose do contraste iodado deve ser calculada conforme o peso. Evitar excesso de dose.
Reduzir exposição à radiação
Manter protocolo pediátrico com redução de dose, campo adequado e princípio ALARA.
Atenção para tireoide
Em lactentes pequenos, principalmente recém-nascidos, considerar orientação médica para seguimento da função tireoidiana após exposição ao contraste iodado.
Função renal
Interpretar função renal com cautela, conforme idade e contexto clínico. Em neonatos e pequenos lactentes, a avaliação laboratorial pode ser menos direta.
Conduta prática
- Confirmar peso atualizado.
- Checar indicação e necessidade real do contraste.
- Usar protocolo pediátrico com menor dose de radiação.
- Se houver dúvida, acionar o radiologista antes da injeção.
Orientação para a equipe
- Lactente pequeno não deve ser tratado como adulto pequeno.
- Atenção especial à dose, hidratação e contexto clínico.
- Registrar peso e volume administrado.
Resumo prático
Menor que 3 meses: usar contraste com cautela, sempre com dose ajustada pelo peso, protocolo de baixa dose de radiação e avaliação médica quando necessário. Em recém-nascidos e lactentes pequenos, a atenção à tireoide e ao contexto clínico deve ser maior.
Verde — procedimento habitual
pediátricoEm crianças com 3 meses ou mais, o uso de contraste iodado segue o fluxo pediátrico habitual, com ajuste de dose pelo peso e redução de dose de radiação.
Dose ajustada pelo peso
Calcular o volume de contraste conforme o peso do paciente.
Radiação pediátrica
Manter protocolo com redução de dose de radiação, respeitando o princípio ALARA.
Demais cuidados
Fora o ajuste de dose e a atenção técnica pediátrica, a lógica geral é semelhante à do adulto.
Conduta prática
- Confirmar peso atualizado.
- Ajustar o volume do contraste ao peso.
- Aplicar protocolo pediátrico de baixa dose.
- Registrar volume administrado.
Ponto importante
- O principal diferencial é o ajuste de dose pelo peso.
- O risco tireoidiano clinicamente relevante é muito menor que no período neonatal.
- Continuar respeitando técnica e radioproteção pediátricas.
Resumo prático
3 meses ou mais: procedimento liberado no fluxo pediátrico habitual, com contraste ajustado pelo peso e técnica pediátrica com redução de dose de radiação.
Condições especiais
Conduta operacional para pacientes com mieloma múltiplo, miastenia gravis ou feocromocitoma antes da administração de contraste iodado intravenoso. Estes cenários exigem atenção adicional, mas não representam contraindicação absoluta automática.
Condição especial informada: revisar função renal, hidratação, contexto clínico e necessidade de acionar radiologista.
Selecione a condição
seleção rápidaEscolha uma opção para abrir a conduta correspondente.
Laranja — mieloma múltiplo
atenção à função renalNão é contraindicação automática
Mieloma múltiplo, isoladamente, não contraindica contraste iodado se a função renal estiver adequada e o paciente estiver clinicamente estável.
Checar função renal
Avaliar creatinina / TFG antes do contraste. Se houver TFG reduzida, seguir o protocolo de Função renal / TFG.
Garantir hidratação adequada
Orientar hidratação adequada, salvo restrição médica. Em paciente desidratado, internado, instável ou com função renal alterada, chamar radiologista antes da injeção.
Evitar nefrotóxicos quando possível
Se houver uso de medicações potencialmente nefrotóxicas ou contexto clínico de risco renal, orientar avaliação pelo médico assistente.
Resumo prático
Mieloma múltiplo: não bloquear contraste automaticamente. Checar função renal, garantir hidratação adequada e seguir o protocolo de TFG se houver alteração. Em dúvida ou paciente instável, chamar radiologista.
Laranja — miastenia gravis
atenção respiratóriaNão é contraindicação automática
Miastenia gravis não contraindica contraste iodado de forma geral, mas exige atenção clínica, especialmente em pacientes com sintomas respiratórios ou doença descompensada.
Perguntar sobre estabilidade clínica
Verificar se há piora recente de fraqueza, disfagia, dispneia, internação recente, crise miastênica ou necessidade de suporte ventilatório.
Se doença estável
Pode realizar contraste se houver indicação clínica e não houver outra contraindicação, mantendo observação habitual após o exame.
Se sintomas respiratórios ou descompensação
Não seguir fluxo automático. Chamar radiologista e considerar alinhamento com médico assistente antes do contraste.
Resumo prático
Miastenia gravis: contraste iodado não é contraindicado automaticamente. Se estável, pode seguir com atenção. Se houver dispneia, disfagia, crise recente ou piora clínica, parar o fluxo e chamar radiologista.
Laranja — feocromocitoma
monitorização pressóricaNão é contraindicação automática
Feocromocitoma conhecido ou suspeito não contraindica contraste iodado de forma geral, mas exige atenção à pressão arterial e ao estado clínico.
Não exigir preparo alfa-bloqueador apenas pelo contraste
Não é necessário exigir alfa-bloqueio específico apenas para administração de contraste iodado, salvo orientação do médico assistente por outro motivo clínico.
Monitorar pressão arterial
Medir pressão arterial antes do contraste e manter vigilância durante/após o exame, especialmente se houver hipertensão, sintomas adrenérgicos ou instabilidade.
Se hipertensão importante ou sintomas
Se houver crise hipertensiva, palpitações intensas, sudorese, cefaleia importante ou instabilidade, não seguir fluxo automático. Chamar radiologista/médico.
Resumo prático
Feocromocitoma: não contraindica contraste automaticamente e não exige alfa-bloqueio apenas pelo contraste. Monitorar pressão arterial. Se houver hipertensão importante, sintomas intensos ou instabilidade, chamar radiologista.
Ponto comum às três condições
Mieloma múltiplo, miastenia gravis e feocromocitoma não são contraindicações absolutas automáticas ao contraste iodado. A decisão depende de função renal, estabilidade clínica, indicação do exame e segurança do paciente.